quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pais separados filhos lixados

Pais separados, filhos lixados.
Pais Separados Como Agir Com Os Filhos
Imagem de sabetudo
Não há dúvida nenhuma que numa separação de adultos quem mais sofre é a “criança”.

Já não vamos as causas que levam os adultos a separarem-se, sabemos que na maioria das questões estão envolvidas a violência física e psicológica, a traição conjugal e o desemprego de um ou dos dois conjugues.

Quando as questões chegam a tribunal, os juízes dão preferência quase sempre a mãe biológica e muitas das vezes o pai assina o acordo para ter direito a estar com o filho de x em x tempo, muitas das vezes esse acordo é desrespeitado pela mãe.

Aqui começam as maiores guerras, envolvendo muitas das vezes polícia, avós, tribunais e afectando o objecto de cobiça, neste caso a criança que sofre com todo este processo.

Os pais por sua vez, esquecem-se que quem mais sofre com todos esses problemas são sem dúvidas os filhos.

São raros os casais que conseguem resolver entre si estas questões de uma forma civilizada, a maioria dos casais estão ambas preocupados a fazerem guerras psicológicas uns contra os outros e para esse fim usam as crianças para fazerem sofrer a outra parte.

No meu caso, os meus pais, entraram em guerra e a minha mãe era doméstica, como não chegaram a um acordo fui parar numa instituição ligada a Igreja onde passei, fome e medo, lugar onde havia uma centena de crianças de diversas idades, muitas das quais esquecidas pelos pais.

A violência praticada ali era o abuso de poder, enquanto entre as crianças reinava a lei do mais forte. Muitas dessas crianças que saíram daquele lar, já na idade adulta, saíram revoltadas e muitas delas seguiram o caminho do crime,

Mas isso é uma outra história. O importante é que uma criança precisa tanto do pai como da mãe.

Não se deve perguntar a uma criança quem é o melhor a cuidar dela, mas deve dar-lhe amor e fomentar a participação das duas partes na criação da mesma.

Os pais separados devem ter participação activa nas vidas dos filhos e este direito não deve ser negado a nenhum.

Quando os pais se encontrarem devem conversar como adultos de forma civilizada e discutirem apenas o que é importante e necessário para a evolução física e psicológica de seus filhos.

Evitar ficar triste perto dos filhos, quando acaba a visita ou quando chega a vez da outra parte ficar com ele. A situação para ele já é ruim, mas se ele vê um pai e uma mãe triste, ainda fica pior.

Não se deve privar a outra parte de passar o tempo estipulado com o filho, pois isso não faz bem nenhum a criança. Lembrem-se que a criança tem agora 2 casas e se encontra igualmente dividida.

Que os pais separados, sejam gentis e cordeais um com o outro e não tratem as despedidas como quem despacha uma mercadoria.

Em caso de conflitos e hostilidades, apanhem os vossos filhos em casas de amigos, avós ou mesmo na escola, para não brigarem em frente do filho.

Os pais não devem tentar comprar os filhos com prendas ou dinheiro, não devem entrar em choque ou denegrirem a imagem um do outro.

Os pais devem tentar dar ao filho a vida semelhante a que eles tinham antes da separação e não vestirem uma máscara para darem aquilo que não têm.

Devem procurar dar-se bem tanto com os avós paternos como os maternos.

Os pais separados têm direito a refazerem as suas vidas, sejam gentis com a nova cara-metade.

Não tentem fugir ou mudar-se para o estrangeiro levando o filho sem o consentimento do outro, pois na memória de uma criança está gravada muitas particularidades e mesmo o cheiro da outra parte ou lugares. Quando chegar a uma certa altura da vida esta criança vai querer encontrar o outro progenitor, pois precisa de respostas e precisa saber a verdade de outro ponto de vista.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

NOITE DAS BRUXAS NO AQUI HÁ GATO.


AQUI HÁ GATO, É UM ESPAÇO FANTÁSTICO EM SANTARÉM.
Este espaço ajuda a desenvolver toda a criatividade e coordenação motora da criança.
Existe neste espaço, toda uma série de trabalhos manuais diversificados, que ajudam a puxar pela criatividade da criança; e também as histórias fantásticas contadas pela Sofia.
Por lá passam actores, animadores, palhaços, fantoches, teatro e muito mais.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Somos uma sociedade doente.

A nossa sociedade está doente: Fruto de uma sociedade de consumo, com facilidades de créditos que fomenta um falso sucesso; sucesso esse, que a televisão nos faz sonhar e largar a vida simples e regrada que até então tínhamos.

Agora precisamos de: mais um carro, mais um telemóvel, mais férias, mais almoçar e jantar fora, quem sabe uma casa de campo, uma viagem etc...

Passado pouco tempo começa as insónias e dores de cabeça, os bancos, advogados, tribunais, multas, coimas, juros e outros, começam as ameaças, os medos de perder tudo aquilo que foi conquistado ao longo de anos de trabalho.

É aqui que começa a maior parte dos divórcios, e a perda de tudo, seja material ou sentimental.

As crianças são sempre as que mais sofrem.
O futuro delas começa a cair nas trevas, a falta de carinho e de atenção, a separação dos pais, os jogos de manipulação fazem com que nasça a revolta.

Nós vivemos no mundo dos sonhos, andamos aqui fascinados com tudo aquilo que nos cerca, pensamos por impulsos e não com consciência, e muitas das vezes o resultado é catastrófico.

Se déssemos um passo de cada vez, e pensássemos mais nos nossos filhos, teríamos uma vida mais saudável e ensinaríamos valores fundamentais para preservar a família.

Temos que preparar as crianças.


Temos que preparar as crianças, para que elas sejam melhores do que nós.
Já é difícil para um pai, induzir na criança o alerta dos potenciais perigos e maldades que existem no mundo e nas nossas cabeças como: a desconfiança, a maldade a crítica e outros defeitos que assolam as cabeças dos adultos.

Adoramos os nossos filhos, adoramos a bondade e o ser angelical que existe dentro deles, adoramos a sua meiguice e ingenuidade. Por isso assustamos os nossos filhos com quadros de terror e medo, para que ninguém nos roube o nosso bem mais precioso, que são eles.

Como podemos educar correctamente as crianças, se nós os pais os limitamos.
Como podemos educar correctamente as crianças, se há pais que vivem em desarmonia dentro de suas casas, a chamarem nomes uns aos outros, e vivem na violência.
Como podemos educar correctamente as crianças, se há pais que fomentam e protegem pequenos roubos feitos pelos filhos, e ainda dizem que os filhos são espertos.

A crise é muito mau para todos nós, se o Governo não assegurar o futuro dos mais novos, principalmente nas classe desfavorecidas, o futuro será a insegurança.

O Futuro

O mundo de amanhã pertence às crianças de hoje. Mas que tipo de adultos elas serão e que futuro terão?

As crianças criadas com pais presentes, e com uma melhor formação e noção daquilo que é certo ou errado, fomentará valores nos seus filhos.

Os pais com dificuldades financeiras, com vícios, e sem formação fará com que, seus filhos sejam infelizes e possivelmente revoltados com o seu estado e culpando assim também a sociedade na qual estão inseridas.

Serão crianças carentes de carinho, atenção e bens materiais essenciais para o seu desenvolvimento e formação.
Estas crianças estão sujeitas a serem alvos de maus conselheiros, que conduzindo-as, por caminhos de facilidades, onde reina os vícios e roubos, rapidamente se tornam numa potencial criminosa.

Essas crianças ou adolescentes, acham normal tirar aos seus semelhantes, os bens materiais pela lei do mais forte.
Acham que o sol nasceu para os outros, e não para elas.

Muitas das crianças tiveram o seu futuro alterado por: maus tratos, separações e brigas de casais, isso sem falar nos vícios como: jogos, bebidas, drogas, acabam por ficarem marcadas, e isso faz com que apareça nelas o lado mau.

Os nossos assistentes sociais, e as nossas leis, deveriam ser rígidas com famílias problemáticas, e ver caso a caso; os assistentes e funcionários responsáveis por crianças, teriam de ser escolhidos a dedo, e bem formados. Um mal profissional destrói a vida da criança.

Devemos lembrar que na nossa sociedade, que são os pobres que têm mais filhos, e sobretudo nas famílias com mais problemas, como: a bebida.

Uma criança que têm pais alcoólicos, será propensa ao alcoolismo, e os outros vícios funcionam da mesma maneira, porquê a herança genética já está lá.

Ou seja: Como pode existir igualdade e oportunidades na vida, se poucos têm como lá chegar?

E é por isso que a criminalidade aumenta, quem está por cima, não quer perder o nível de vida que tem, e quem está por baixo, quer experimentar aquilo que nunca teve.